sábado, 23 de outubro de 2010

pensamentos....




Matias. Academia central. disse...




- "Não tem certo ou errado. Tem bonito e feio". 
Com esta frase Kawai sensei explicava as diferenças técnicas de cada professor.
Nos resta seguir o exemplo deste grande líder agregador não deixando nosso ego se inflar na medida em que vamos nos graduando. É uma tendência natural reconhecermos como correto o que estamos acostumados a ver e fazer(proteger o que é nosso). Por outro lado posso afirmar que é uma visão tendenciosa e ou apenas uma expressão de nossa arrogância.
Matias.-Ac Central.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Uma Vida de Aikido (02)

por Gozo Shioda

Aiki News #73 (December 1986)

Traduzido por Jefferson Bastreghi

A seguinte tradução da autobiografia em língua japonesa intitulada “Aikido Jinsei” (Uma vida de Aikidô) por Gozo Shioda Sensei do Yoshinkan Aikidô é publicada com as gentis permissões do autor e do editor, Takeuchi Shoten Shinsha. A série teve início em Aiki News nº 72.

Capítulo 3: O Aikidô é um Budô de Harmonia

Você não pode dizer que nunca irá encontrar situações onde o mais forte ameaça o mais fraco ou onde alguém age de uma maneira injusta ou onde você mesmo é exposto ao perigo. Se você alguma vez se encontrar numa situação deste tipo, você poderia certamente controlar o oponente usando o Aikidô que você aprendeu. Entretanto, você nunca deveria perder sua calma devido ao ódio pelo inimigo. Se isto acontece, você irá perder seu estado de pureza mental, que é importante no Aikidô e não será capaz de executar técnicas adequadas. Você pode sofrer uma derrota não esperada ou, pelo contrário, pode chegar ao extremo enquanto defende a si próprio, o que resulta em uma situação infeliz para você e seu inimigo. Você não deveria se esquecer que Aikidô é um budô de harmonia. Considerando que tenho 1,56m de altura e peso somente 50 quilos, eu sou freqüentemente provocado em discussões. Nestas situações eu sempre tentei sair com alguma piada e evitar cair em confusão sempre que possível. Entretanto, houve vezes onde eu tive que lidar com tais situações.

Um homem bêbado cai em um lago

Eu comecei meu dia levantando às 5 da manhã e fui passear com meus cachorros. Às vezes eu passeio de bicicleta e às vezes eu corro. Um dia eu estava andando em volta de uma lagoa no Parque Shakuji, próximo à minha casa. Um grande homem se aproximou de mim. Pareceu que ele tinha bebido de manhã e ele se comportava de uma maneira estranha. Quando ele se aproximou eu tentei evitá-lo passando pela direita, mas ele se moveu para o mesmo lado, como se para me bloquear. Quando eu mudei para a esquerda, ele também se moveu para a esquerda. Logo ele veio como se fosse se chocar comigo e de repente tentou me agarrar pelo colarinho. Como não havia nada mais que eu pudesse fazer, eu me livrei de sua mão levemente e tentei continuar andando. Então eu ouvi um barulho de água e o homem desapareceu. Ele caiu no lago. Eu estava um pouco surpreso e fui para a beirada do lago e perguntei se ele estava bem. O homem estava tentando sair do lago, colocando suas mãos na borda. Quando eu dei uma boa olhada nele, eu vi que ele tinha uma alga na cabeça, o que fazia com que ele parecesse um duende d’água (kappa). Eu me senti um pouco culpado por não ser capaz de reprimir minha risada e ofereci minha mão e o tirei de lá. Eu estava aliviado por saber que ele não estava ferido, mas ele, por outro lado, não gostou do que aconteceu e deixou o lugar sem uma palavra.

Desafiado para uma disputa por um professor de Karatê

Não há nada que eu possa fazer sobre ser muito pequeno, pois eu nasci assim e as pessoas provavelmente pensam que podem facilmente me superar. Embora isso tem sido um aborrecimento, às vezes eu costumava ser desafiado para uma disputa.
Um dia, um professor de karatê 6º dan veio ao dojô introduzido por um conhecido e me desafiou para uma disputa. Eu relutantemente aceitei o seu desafio. Quando eu fiquei parado na frente dele no centro do dojô, ele repentinamente me atacou com um “Shokentsuki”. No momento que ele atacou, eu recebi seu golpe com a palma da mão e me harmonizei com seu pulso. O professor passou voando por mim, porque o momento do seu ataque e o meu movimento se combinaram perfeitamente. Desde aquele incidente, eu tenho relações amigáveis com ele.

Brincadeira Maliciosa de Soldados de Ocupação

O incidente seguinte ocorreu logo após a guerra. Naquela época, minha casa era localizada em Tokorozawa. Eu estava no caminho para casa no último trem da Linha Seibu, a qual naqueles dias era ainda chamada de Linha Musashino. Dois soldados de ocupação bêbados entraram neste trem. Era a época em que o Exército de Ocupação reinava e casos de comportamento intolerável de soldados eram comuns. Os soldados no trem estavam se divertindo em cutucar as cabeças ou tocar os narizes dos japoneses. Entretanto, ninguém os parava e as pessoas sofriam o insulto de cabeça baixa. Logo um dos soldados veio até mim e tentou bater na minha bochecha com sua mão direita dizendo “Papa-san”. Eu agarrei sua mão levemente com minha mão esquerda. Então ele tentou fazer o mesmo com sua mão esquerda. Eu a agarrei com minha mão direita e executei o que nós chamamos de técnica yonkajo firmemente com as duas mãos. O grande homem caiu de costas no chão. Infelizmente para ele, havia uma camada de óleo no chão de madeira. Sua face e roupas se tornaram negras como carvão e ele pareceu bem miserável. Os soldados devem ter realmente se surpreendido com isto, porque eles ficaram quietos. Eu ainda me lembro o olhar de deleite de todos os passageiros japoneses.

Mulher japonesa violentada por soldados de ocupação

Nos dias que se seguiram à guerra, os japoneses em geral se encontravam em um estado de letargia e você nada podia fazer sobre o Exército de Ocupação. Até a polícia japonesa teve trabalho em lidar com eles. Eu gostaria de relatar um incidente onde eu testemunhei, por acaso, um incidente de comportamento violento. Isto ocorreu no dia de Ano Novo em 1947. Naquela tarde, o sol estava ainda alto e eu estava no meu caminho de volta de uma visita à casa de meus parentes após estender meus cumprimentos de ano novo. Quando me aproximei da estação Ebisu, eu vi um grupo de pessoas de pé ao redor de um posto policial. Eu também fui espiar devido à curiosidade e vi uma jovem dona de casa chorando em frente a um policial. Juntando as estórias que ouvi, ela parecia ter sido violentada por um soldado negro numa rua próxima. Eu pensei que ser um soldado de ocupação não era pretexto para tal ato e disse ao policial que ele deveria prendê-lo imediatamente. O oficial de polícia olhou perplexo e estava relutante em interferir em tais assuntos. Entretanto, até mesmo se ele fosse um soldado americano, tal ato não deveria de modo algum ser permitido. Então, eu disse a ele: “Eu vou pegá-lo. Por favor, chame a polícia militar imediatamente”. O policial olhou duro para mim e disse, “Você? É impossível. Melhor você não fazer isso!”. Ele me parou por bondade, mas eu saí rapidamente apesar de seu conselho. Então, eu ouvi o estampido de uma arma. Quando olhei na direção do tiro, eu vi um dos seis soldados negros segurando sua arma sobre sua cabeça por diversão e ameaçando pessoas ao redor dele. Transeuntes estavam todos assustados e em pânico, alguns deles correndo para uma loja próxima para se esconderem. Eu andei em direção ao homem, pouco a pouco. Talvez ele tenha pensado que eu era apenas uma criança e deu as costas para mim. Eu aproveitei a chance e dei uma pancada nas suas costas com minha cabeça. No instante que ele virou, eu o golpeei repetidamente com o lado da minha mão com toda minha força enquanto pulava próximo a ele. Enquanto ele estava desorientado, eu arranquei a arma de sua mão e a joguei longe. Então eu apliquei um shihonage e o joguei no chão. Naquela hora, um jipe da PM veio com a sirene apitando de longe. Como poderia se esperar, os soldados ficaram impotentes contra os PM´s e foram levados antes que pudessem fugir.
Então eu retornei para o posto policial. A atitude do oficial de polícia a meu respeito mudou completamente e ele até mesmo usou uma linguagem mais formal. Entretanto, a jovem mulher ainda estava chorando, dizendo que ela não poderia voltar para casa. Então eu a confortei e a levei de volta para a casa dela. Eu disse a seu marido, que veio até a porta, que sua esposa havia caído num fosso e sujado seu kimono e disse que eu tinha me preocupado com ela e a levado para casa. Seu marido ficou muito agradecido pelo que eu havia feito e me convidou para entrar. Eu foi tratado com “arroz prateado”, isto é, arroz branco, o que você não podia comer freqüentemente naqueles dias, servido por sua esposa que já tinha então retomado sua compostura. Então eu fui para casa.
parte 2 de 3 partes

domingo, 17 de outubro de 2010

Novo grupo de Aikido Soshin Dojo nas Gemeas do Iguaçu

Aikido Soshin dojo em União da Vitória
Rua Castro Alves ao lado da Antiga Refrigeração Iguaçu
Treinos 3ª e 5ª da 19:00 as 20:30
Informações com  Alvir Cordeiro Jr 
fone: 42 8835-6870

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Uma vida de Aikido (01)

por Gozo Shioda

Aiki News #72 (September 1986)

Traduzido por Jefferson Bastreghi

Os capítulos seguintes de Aikido Jinsei (uma vida de Aikidô), a autobiografia de Gozo Shioda Sensei, são reproduzidos com as gentis permissões do autor e do editor, Takeuchi Shoten Shinsha.

Tomo Um: Yoshinkan Aikido

Capítulo 1: Os fundamentos da prática Yoshinkan

O nome do meu dojô, “Yoshinkan”, é o mesmo que o meu pai, que amava o budô, usou quando ele construiu um dojô em sua propriedade. Eu continuei a usar aquele nome desde então em sua memória. O Sr. Todo Kato, meu avô por parte de mãe, tirou este nome dos caracteres contidos na frase “Gu o mamori kokorozashi o utsusazu mokumoku toshite sono kami o yashinau” (Cultive seu espírito silenciosamente, nunca esquecendo que você não é nada além de um tolo) do poema entitulado Saikontan. Esta é a origem do nome.
Eu freqüentemente ouço pessoas dizerem que o dojô Yoshinkan é uma escola dura. Eu acredito que há um desentendimento a respeito desse ponto. Entre aqueles que praticam Aikidô há aqueles que desejam se tornar mestres na arte ou desenvolver suas mentes e corpos através do Aikidô, e aqueles que querem praticar somente para melhorar sua saúde. Há homens e mulheres jovens, crianças e também pessoas mais velhas. Mas, em todos os casos, estudantes do Yoshinkan têm que praticar repetidamente a fim de dominar os fundamentos do Aikidô. Eles podem usar músculos que eles não têm usado por um bom tempo ou descobrir movimentos do corpo que eles nunca fizeram antes. Tais pessoas podem experimentar um pouco de dor até eles se acostumarem com tais coisas. Entretanto, Aikidô sem fundamentos corretos não é Aikidô. Se você praticar casualmente somente porque parece mais fácil deste jeito, você não irá obter sucesso em melhorar suas técnicas ou saúde. Desde que é impossível exagerar em dizer que o Aikidô se resume ao básico, nós somos rigorosos em nossa instrução até mesmo com iniciantes, a fim de permitir que eles adquiram a base técnica desde o início.
É importante para aqueles que querem se tornar peritos ou aperfeiçoar seu Aikidô, adquirir um total domínio dos fundamentos. Quando você se posiciona contra um oponente, aplica técnicas ou mantém seu foco de atenção após uma técnica (zanshin), estas habilidades são todas construídas sobre um entendimento dos fundamentos e são necessárias a fim de derrotar um oponente forte. Eu irei explicar a seguir quais são os fundamentos do Aikidô, mas neste momento é suficiente dizer que conforme você se torna mais experiente, você é capaz de produzir força surpreendente até mesmo em movimentos rápidos, se você naturalmente dominou os fundamentos.
O-Sensei Ueshiba disse, “No Aikidô, vencedores e perdedores são decididos em um instante.” Isto é de fato verdade. A menos que você supere seu oponente com um simples golpe, você não pode chamar sua arte de “budô”. Somente quando você se apóia nas bases, você pode derrotar seu oponente com um simples golpe.

Capítulo 2: O desenvolvimento de habilidade real não tem nada a ver com lutar em competições

Não há forma de competição no Aikidô. Nós executamos as técnicas e quedas em revezamento enquanto praticamos repetitivamente. Por causa disto, algumas pessoas jovens sentem-se insatisfeitas e reclamam que eles não podem medir sua evolução sem competição.
Eles podem se sentir assim particularmente por causa da extrema popularidade dos esportes e estão acostumados com situações onde vencedores e perdedores são decididos através de competições. Nos esportes existem certas regras acordadas. É por causa disto que competições são realizadas e vencedores e perdedores podem ser determinados. Entretanto, Aikidô não é um esporte, mas sim um budô. Ou você derrota seu oponente, ou ele derrota você. Você não pode reclamar que ele não seguiu as regras. Você tem que superar seu oponente de um modo apropriado a cada situação.
Quando eu era jovem, eu sabia meu nível de habilidade até certo ponto através de prática e demonstrações. Desde que eu meramente acreditava em mim mesmo e tentava afiar minhas habilidades naturalmente através de treinamento, eu uma vez duvidei se realmente eu poderia lidar com uma situação de luta real. Um dia, eu me encontrei em uma situação que me fez perceber a eficiência maravilhosa do Aikidô que eu vinha praticando e me fez ser grato por ter começado. Desde então eu senti uma confiança surgir diante de mim. Deixe-me recontar o incidente para vocês.
Era julho de 1941, quase cinco meses antes de o Japão declarar guerra aos Estados Unidos. Eu tinha então 26 anos. Shunroku Hata, um general do exército, era um amigo próximo de meu pai e me tratava com afeição. Ele era supremo comandante da força expedicionária para a China. Ele me levou para Beijing como seu secretário particular. Eu parei no aeroporto de Shangai para descansar no caminho até Hanoi, seguindo ordem do General. Enquanto passeava pelo aeroporto, eu acabei encontrando por acaso um dos meus calouros da Universidade de Takushoku, um homem chamado Uraoka. Nós nos abraçamos e pulamos com alegria. Como eu escreverei sobre este encontro na segunda seção, eu não irei entrar em detalhes aqui.
É neste ponto que nós entramos na nossa história. Uraoka disse-me que ele me levaria para uma pessoa de cargo de alto-nível no estabelecimento francês. Com meu coração agitado, eu o segui até um certo estabelecimento por volta das 8 horas da noite. Depois de terem nos mostrado um quarto, Uraoka começou a negociar com um homem que parecia um cambista e uma discussão começou. O calouro socou o homem no rosto. Sua boca começou a sangrar e ele correu gritando. Eu não entendi o que estava acontecendo e fiquei parado lá como um idiota. Uraoka, carrancudo, gritou para mim, “Shioda, nós iremos morrer em dois ou três minutos. Ele com certeza irá voltar com seus colegas para
se vingar de nós. Por favor, fique pronto rápido!”. Eu sugeri que corrêssemos.

este artigo contém mais duas partes...

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Agora também tem em Caçador - SC , Aikido Soshin Dojo

Endereço : Academia UTAC (União Taekwondo e Aikido Caçador) R: Emílio Joaquim nº 168 Centro (Rua atrás dos Bancos)
Horários: Segundas e Quartas - 21:00 às 22:30h
Terças e Quintas - 19:30 às 21:00h
Informações com Tiago - telefone: 49 8416 - 9637

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

pensamentos...


A Diferença entre a Força e Coragem

É preciso ter força para ser firme,
mas é preciso coragem para ser gentil. 

É preciso ter força para se defender,
mas é preciso coragem para baixar a guarda. 

É preciso ter força para ganhar uma guerra,
mas é preciso coragem para se render. 

É preciso ter força para estar certo,
mas é preciso coragem para ter dúvida. 

É preciso ter força para manter-se em forma,
mas é preciso coragem para ficar de pé. 

É preciso ter força para sentir a dor de um amigo,
mas é preciso coragem para sentir as próprias dores. 

É preciso ter força para esconder os próprios males,
mas é preciso coragem para demonstrá-los. 

É preciso ter força para suportar o abuso,
 

mas é preciso coragem para fazê-lo parar. 

É preciso ter força para ficar sozinho,
mas é preciso coragem para pedir apoio. 

É preciso ter força para amar,
mas é preciso coragem para ser amado. 

É preciso ter força para sobreviver,
mas é preciso coragem para viver.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010